sábado, 28 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
A ALEGRIA DO SALVO EM CRISTO
Texto Áureo: Fp. 4.4
Leitura Bíblica:
Fp. 4.1-7
INTRODUÇÃO
Na aula de hoje daremos continuação às
recomendações práticas do Apóstolo aos crentes de Filipos. A princípio, Paulo,
o exemplo a ser imitado, motiva os crentes filipenses a se firmarem na fé. Em
seguida, mostra-lhes a importância da alegria divina, que não depende das
circunstâncias, mas é produzida pelo Espírito. Posteriormente, apresenta um
antídoto contra a ansiedade, cujo fundamento é a paz de Deus, que excede todo
entendimento.
1. EXORTAÇÃO À FIRMEZA NA FÉ
Paulo identifica os irmãos da igreja de Filipos
como sua “alegria e coroa” (Fp. 4.1). Em grego há duas palavras para coroa:
diadema, que diz respeito a uma coroa real, e stefanos, à coroa usada pelos
vencedores de atletismo. O termo usado pelo Apóstolo é stefanos, aludindo,
assim, à conquista em uma competição olímpica. Ele sabia que, ao chegar ao céu,
receberia um prêmio pelo seu labor pastoral. Os falsos mestres, ao contrário,
buscavam prêmios terrenais, a vanglória humana. Mas Paulo busca uma premiação
celestial, o reconhecimento do Senhor pelo seu trabalho. Em seguida, admoesta
os crentes a permanecerem “firmes no Senhor”. O verbo grego aqui usado é
stekete, e está no imperativo, uma espécie de ordenança dada a um soldado.
Nesse caso o lutador deveria permanecer em sua posição, sem deixar seu lugar
estratégico. Muitos crentes querem abandonar sua posição por qualquer motivo.
Somos instados, pelo mesmo Apóstolo, a sermos firmes e constantes, abundantes
na obra. E mais importante ainda, saber que, no Senhor, não nos homens, nossa
obra não é vã (I Co. 15.58). Adiante Paulo destaca um problema de
relacionamento na igreja de Filipos, que envolvia Evódia e Síntique. Essas
irmãs não deveriam ser descartadas, mas ajudadas a amadurecerem na fé. Ao invés
de buscarem o crescimento da obra, estavam digladiando-se entre si. Essas
mulheres tornaram-se exemplos negativos de partidarismos nas igrejas, que
impedem a maturidade espiritual (I Co. 3.4,5). Muitas igrejas evangélicas estão
adoecidas por causa das disputas por cargos nos departamentos. O corpo de
Cristo não pode ser fragmentado por causa de vaidades pessoais, dos interesses
particulares. Uma igreja que vive em unidade é caracterizada pelo sentimento
comum entre os membros. Isso não quer dizer que todos devem ser iguais, uma das
belezas da igreja está justamente na diferença. Existem pessoas de diferentes
condições socioeconômicas na igreja, todas salvas pelo sangue do mesmo Cordeiro
(Gl. 3.26-28). A diversidade pode existir, mas apenas nos aspectos periféricos,
no principal, unidade deve prevalecer. A produção do fruto do Espírito (Gl.
5.22), em amor (I Co. 13), é o elo que consolida a igreja no Senhor.
2. ADMOESTAÇÃO À ALEGRIA DIVINA
O Apóstolo retoma o tema da alegria, certamente
porque os crentes filipenses estavam entristecidos. Os judaizantes colocavam um
fardo tão pesado sobre os ombros das pessoas que essas não conseguiam ser
alegres (At. 15.28,29). Os gnósticos apregoavam uma liberdade que era pura
libertinagem, tornando as pessoas escravas dos prazeres. Contra esses caprichos
humanos, a resposta de Paulo é a alegria que vem de Deus (Fp. 4.4). A chara,
alegria do Espírito, não é circunstancial. Ela é resultante da salvação em
Cristo Jesus, que lança o ser humano na liberdade para servir em amor. Jesus
atrai para Ele todos os que estão cansados e sobrecarregados, e coloca sobre
eles o seu jugo, que é suave, e o seu fardo, que é leve (Mt. 11.30). Muitos
atualmente querem felicidade, mas não buscam a verdadeira alegria. Os livros de
autoajuda prometem uma felicidade de bens perecíveis. Mas a alegria que vem de
Deus não resulta daquele que anda em derredor (I Pe. 5.8), mas nAquele que está
dentro de nós (I Jo. 4.4). Em prosseguimento, Paulo orienta os filipenses
quanto à moderação, epieikeia em grego. Esse é um termo bastante amplo, que diz
respeito não apenas ao que é legal, mas ao que é certo. As leis são produções
humanas, nem sempre estão corretas. Os cristãos vivem a partir de uma Lei
maior, a de Cristo, exercitada em graça e amor (Rm. 13.10). O mundo se pauta
pelas leis humanas, que merecem respeito, e na maioria dos casos, obediência.
Mas existe uma lei que está acima de todas as leis, é a Lei de Deus, revelada
em Sua palavra. É a partir dessa que o crente deve viver, e mais importante,
que essa sirva de testemunho da nossa fé em Cristo. Todos os homens devem
reconhecer, pelas nossas práticas, que somos filhos de Deus (Tg. 2.14; I Jo.
3.7,8). Uma das motivações para o exercício da moderação é que o Senhor está
perto. A dimensão escatológica é condição ética para o viver cristão, pois virá
o dia em que todos prestaremos contas pelo que fizemos no corpo (Rm. 14.10).
Muitos acham que o Senhor está demorando para voltar, por isso estão vivendo
dissolutamente, mas Ele é longânimo (II Pe. 3.8,9). Ao Seu tempo Ele voltará
para levar a Sua igreja, conforme prometeu (Jo. 14.1; I Pe. 2.9). Essa é a
bendita esperança da igreja cristã (Rm. 8.23; I Co. 15.51,52; I Ts. 4.16,17;
Tt. 2.13), não a ganância terrena, como muitos tem apregoado atualmente Todos
aqueles que têm essa esperança não vivem como bem entendem, mas de acordo com a
vontade de Deus (I Jo. 3.3), perfeita, boa e agradável (Rm. 12.1,2).
3. A PAZ DE DEUS PARA VENCER A
ANSIEDADE
A ansiedade é um problema crônico na sociedade
contemporânea, por falta de alegria espiritual, não poucos estão angustiados.
Essa ansiedade, merimnau em grego, pode resultar dos problemas de olharmos para
as circunstâncias. A preocupação com as coisas materiais podem nos distanciar
do foco, que é o céu. O mundo moderno, ao esquecer-se de Deus, perdeu a
tranquilidade. O reino de Mammon é cruel, e desgraçado, não permite que as
pessoas tenham paz. Por causa disso as muitas pessoas são destroçadas, sendo
puxadas, como expressa a etimologia da palavra ansiedade em grego, em direções
opostas. Jesus advertiu a respeito dos perigos de viver em ansiedade constante
(Mt. 5.19-34). O problema da ansiedade é que ela faz com que deixemos de
confiar em Deus, e percamos a paz. O antídoto contra a ansiedade é a oração,
este é o melhor remédio. Ao invés de andarmos ansiosos, devemos levar nossas preocupações
para Deus (Fp. 4.6). Existem três palavras gregas que fazem referência à oração
nessa passagem: oração (proseuche, usado para as petições gerais ao Senhor),
súplica (deesis, a petição em relação às necessidades) e ação de graça
(euxaristia, disposição para agradecer pelos feitos do Senhor). Infelizmente
tudo hoje em dia contribui para que deixemos de orar, até mesmo o excesso de
atividades eclesiásticas. Essa geração esqueceu-se de orar porque se tornou
dependente do pragmatismo. As pessoas querem resultados rápidos, negam-se a
esperar com paciência pelo Senhor, tal como fez o salmista (Sl. 40.1). Como
resultado, não conseguem desfrutar da paz de Deus, que excede “todo o
entendimento” (Fp. 4.7). Somente a paz de Deus é capaz de guardar a nossa mente,
nossos corações e sentimentos em Cristo. As adversidades, principalmente as
perseguições, não conseguem abater o coração cuja mente está em Cristo. É essa
paz, eirene em grego, que nos guarda dos ataques circunstanciais. Nossas mentes
precisam estar protegidas dos pensamentos mundanos. Para isso devemos levar
cativo todo entendimento à obediência de Cristo (II Co. 10.5).
CONCLUSÃO
Os ensinamentos deste mundo, repassados pelos
falsos mestres, levam as pessoas ao desespero. Muitos não conseguem desfrutar da
alegria que vem de Jesus, produzida pelo Espírito Santo (Jo. 15.11). Os crentes
em Jesus permanecem firmes na fé, naquilo que nos foi revelado pela Palavra,
por isso estão sempre alegres, independentemente das circunstâncias. Esses, por
sua vez, têm suas mentes guardadas por Cristo, que lhes dá a paz que o mundo
desconhece (Jo. 14.27), e que excede a todo entendimento.
ELABORADO POR: Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
BIBLIOGRAFIA
HENDRIKSEN, W. Efésios e Filipenses.
São Paulo: Cultura Cristã, 2005.
WIERSBE, W. W. Philippians:
be joyfull. Colorado: David Cook, 2008.
FONTE: www.subsidioebd.blogspot.com
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
A ATUALIDADE DOS CONSELHOS PAULINOS
Leitura Bíblica:
Fp. 3.1-10
INTRODUÇÃO
A seção da Epístola aos Filipenses 3.1-10 está
repleta de conselhos. Paulo apresenta algumas considerações práticas aos
crentes filipenses. Essas orientações são bastante pertinentes e atuais para a
igreja da atualidade. Depois de admoestar os irmãos a que sejam alegres no
Senhor (Fp. 3.1), faz algumas advertências em relação aos falsos mestres, e por
último, caracteriza o genuíno evangelho de Jesus Cristo.
1. EM RELAÇÃO AOS FALSOS MESTRES
A igreja de Jesus Cristo sempre foi atacada por
falsos ensinamentos, entre os filipenses os falsos mestres tentaram disseminar
suas heresias entre os cristãos. Por isso Paulo os admoesta, por três vezes, a
que esses tivessem cuidado. O verbo grego, no imperativo, é blepete, isto é,
“acautelai-vos”, que tem o significado de manter os olhos abertos para que os
falsos lobos não adentrem ao rebanho (AT. 20.29,30). Esses falsos mestres
precisavam ser identificados, por isso Paulo os descreve como cães, falsos
obreiros e falsa circuncisão. Trata-se de um grupo já conhecido entre os
crentes da Galácia, que queriam incluir um falso evangelho no interior do
verdadeiro evangelho (Gl. 1.1-9). A característica marcante desse outro
evangelho era a defesa da circuncisão, isto é, da observância aos rituais
judaicos como meio de justificação (At. 15.1). Esses judaizantes atacavam
frontalmente a doutrina da salvação, contrariando a graça de Deus em Jesus
Cristo. A preocupação do Apóstolo é denunciar esse ensinamento distanciado da
verdade (II Co. 11.13). Esses maus obreiros seguiam Paulo em suas viagens
missionárias, despregando aquilo que o Apóstolo havia pregado (I Co. 11.13). O
perigo desse outro evangelho é a desconsideração da doutrina da salvação pela
graça, por meio da fé, proveniente de Deus, não das obras humanas (Ef. 2.8,9).
O ser humano, em sua religiosidade, sempre quis obter a salvação pelos seus
méritos pessoais. A igreja evangélica não está imune a esse tipo de
ensinamento, há quem pense que é salvo simplesmente pelas exterioridades
formalistas que observam. As pessoas que entram por esse caminho transformam o
que é principal em secundário, acabam supervalorizando os detalhes ao invés do
que é mais valioso. Jesus repreendeu veementemente os fariseus do seu tempo por
filtrarem um mosquito e engolirem um elefante, chamando-os de sepulcros caiados
(Mt. 23.27-28.). A circuncisão pregada por esses religiosos não passava de
mutilação, pois não tinha qualquer valor espiritual, diferentemente da
circuncisão de Abraão (Gn. 17.9,10; Rm. 4.11-13).
2. EM RELAÇÃO À IGREJA DO SENHOR
A igreja do Senhor não pode ser confundida com uma
mera religiosidade, ela apresenta características distintas do movimento dos
judaizantes. A verdadeira igreja de Cristo passou por uma circuncisão
espiritual, efetuada no coração, não por homens, mas pelo Espírito Santo (Fp.
3.3). A adoração a Deus não resultante de uma imposição humana, não é por
força, muito menos por violência, mas uma disposição espiritual, não está
fundamentada na carne. Fomos chamados para adorar, na verdade, Deus busca
adoradores, mas que o façam em espírito e em verdade (Jo. 4.24). A adoração não
pode ser realizada de qualquer modo, a religião humana, na busca por Deus,
resulta na idolatria (Rm. 1.25-27). A adoração, revelada por Deus, está
alicerçada na Verdade, que é Cristo, a Palavra (Jo. 1.1,18) , e no Espírito,
que nos liga a Deus, reconhecendo-O como Pai (Rm. 8.15). Por isso, a fé do
crente está depositada em Cristo, em Seu sacrifício na cruz do calvário, não na
religião humana, que não passa de carnalidade. Ele é o nosso Alvo, Aquele no
Qual nos gloriamos (I Co. 1.31; II Co. 10.17). Os falsos mestres, e os
religiosos em geral, confiam naquilo que fazem, em seus méritos, na capacidade
que acreditam ter em satisfazer a Deus. A igreja, diferentemente da
religiosidade humana, sabe que a salvação veio de Deus, e que em nenhum outro
nome há salvação, senão no de Cristo Jesus (Jo. 14.6; At. 4.12). Paulo
esclarece que se a religião valesse alguma coisa ele mesmo teria motivos para
se orgulhar. Com judeu ele tinha alguns privilégios, mas os abandonou por causa
de Jesus Cristo. Ele era circuncidado ao oitavo dia, portanto nasceu judeu,
sendo criado na tradição judaica (Fp. 3.4). Paulo fazia parte do povo eleito, o
povo considerado privilegiado, mas não sustentava a sua fé nesse predicado.
Mesmo sendo da tribo de Benjamim, sendo essa uma das mais importantes de Judá,
não via nisso qualquer glória (Fp. 3.5). Como se isso não fosse o bastante, era
hebreu de hebreus, ou seja, por nascimento, e que falava hebraico (At. 21.40).
Em sua religiosidade fazia parte dos fariseus, a mais zelosa tradição judaica
(Gl. 1.14), por isso tinha na mais alta consideração a Lei do Senhor (At. 23.6;
26.5). Por causa disso, tornou-se perseguidor da igreja, sua religião, como
geralmente costuma acontecer, fez com que ele perseguisse os cristãos (At.
9.1,2; 22.1-5; 26.9-15; I Co. 15.9; Gl. 1.13). Aos olhos humanos Paulo era um
homem de considerável reputação, considerado irrepreensível no tocante à guarda
dos princípios legais. Mas faltava-lhe um em encontro com Cristo que o transformou
de perseguidor em perseguido, que o fez considerar as pessoas não a partir de
formalidades exteriores.
3. EM RELAÇÃO AO EVANGELHO DE CRISTO
O evangelho de Jesus Cristo não é uma mera
circuncisão física, não se trata de uma formalidade. Como israelita influente é
bem provável que Paulo tivesse privilégios no contexto religioso no qual estava
inserido. Mas a tudo perdeu por amor a Cristo, no mínimo deixou de gloriar-se
daquilo que fazia, passou a confiar no que Jesus fez. O evangelho é mais importante
do que exterioridade religiosas. Por isso, ninguém deve achar que é salvo por
que faz ou deixa de fazer algo. Não podemos incorrer no equívoco de pensar que
nossa salvação depende de vestimenta, postura física, ou coisa parecida. Isso
na verdade pode revelar ausência de uma espiritualidade genuína, carnalidade da
qual os religiosos se gloriam (Cl. 2.21). O evangelho é mais que um conjunto de
doutrinas, trata-se de um encontro real com uma pessoa, o próprio Jesus Cristo
(Fp. 3.8). Muitas igrejas atuais estão sofrendo porque as pessoas estão
alicerçadas nas atividades religiosas. Poucas pessoas têm um compromisso real
com o Senhor, entregaram de fato suas vidas a Cristo. Esse encontro com o Jesus
é algo marcante na vida de uma pessoa, e a modifica existencialmente. Isso
porque seu fundamento é o amor, não as obrigações que são impostas por um grupo
de religiosos. Isso fez com que Paulo considerasse tudo como refugo, skubala em
grego, que pode ser traduzido como “excremento, esterco”. Aquilo que os judaizantes
achavam que valia muito, Paulo considerava coisa de menor importância. Não
podemos esquecer que as nossas obras, diante de Deus, não passam de trapos de
imundície (Is. 64.6). A justificação, ansiosamente buscada pela religiosidade
humana, somente pode ser obtida através de Cristo (Fp. 3.9). A obra de Cristo,
não as nossas obras, nos conduzem ao céu, o sacrifício que Ele realizou na cruz
(Jo. 7.1-4; 19.30; Hb. 10.11-14).
CONCLUSÃO
O evangelho de Cristo não pode ser confundido com a
religiosidade humana. Isso porque ser cristão é um conhecimento, não apenas
intelectual, mas um kinoskein em grego, ou yadá em hebraico. Isto é, uma
entrega incondicional pela fé ao senhorio de Jesus, uma disposição para viver e
morrer por Ele. Nesse contexto, sofrer por Cristo torna-se um privilégio,
também uma identificação com Sua vida, morte e ressurreição, que nos antecipa a
glória futura que em nós haverá de ser revelada (Rm. 8.18; Fp. 3.10).
ELABORADO POR: Profº. Ev. José Roberto A. Barbosa
BIBLIOGRAFIA
LOPES, H. D. Filipenses. São Paulo:
Hagnos, 2007.
WIERSBE, W. W. Philippians:
be joyfull. Colorado: David Cook, 2008.
FONTE: http://subsidioebd.blogspot.com.br/
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
AS VIRTUDES DOS SALVOS EM CRISTO
Leitura
Bíblica: Fp. 2.12-18
INTRODUÇÃO
A humildade é apenas uma entre outras virtudes a
serem desenvolvidas pelos salvos em Cristo. Na lição de hoje apontaremos
algumas outras apresentadas por Paulo aos Filipenses, dentre elas destacamos:
ausência de murmuração e contenda, conduta irrepreensível, sinceridade e
fidelidade. Ao final, ressaltaremos, com o Apóstolo, a necessidade do
sacrifício na obra de Deus, trabalhando com alegria, mantendo o foco na
eternidade.
1. A OPERAÇÃO DA SALVAÇÃO
A salvação é uma dádiva de Deus, ninguém é salvo
por méritos pessoais (Ef. 2.8,9; I Pe. 1.18,19). Mas muitas pessoas esquecem
que precisam desenvolver a salvação (Ef. 2.10). Não somos salvos por causa das
boas obras, mas para as boas obras, para que andemos nelas. Essa é a
admoestação de Paulo, para que os crentes trabalhem a salvação deles, com
temor e tremor. Paulo não estava mais entre os filipenses, esse seria o momento
de eles exercitarem a fé, demonstrarem maturidade. Muitos crentes nas igrejas
são eternamente dependentes dos seus líderes, como um filho que precisa ser
alimentado. Mas isso é uma deficiência, os verdadeiros cristãos amadurecem, são
capazes de seguir adiante, mesmo nas situações adversas. A salvação começa com
Deus, mas o homem deve cooperar com Ele, desenvolvendo-a (I Co. 3.6-9). O
desenvolvimento da salvação se dá por meio da santificação, que é um trabalho
conjunto do ser humano com o Espírito Santo (Rm. 8.9-17). O cristão genuíno
investe no seu amadurecimento espiritual, luta contra sua natureza pecaminosa
(Rm. 14.18; I Co. 9.24-27; I Tm. 6.12). O modelo ideal a ser perseguido é o de
Jesus Cristo, Deus deseja que sejamos semelhantes a Ele no caráter (Rm. 8.29).
A expressão “com temor e tremor” revela a grandeza de Deus, principalmente Sua
santidade, por isso os crentes devem temer ofendê-Lo. Mas isso nada tem a ver
com um temor servir, um pavor que nos distancia dEle. Paulo diz aos crentes de
Roma que eles não receberam um espírito de escravidão (Rm. 8.15). Tememos, e
trememos diante de Deus, por causa do Seu amor gracioso. E confirmarmos que o
Senhor está trabalhando em nossas vidas através do Seu Espírito (Rm. 8.3,4; II
Co. 3.4-6). O Espírito Santo opera na Sua igreja para que essa realize as obras
que Ele deseja (I Co. 12.4-7).
2. AS VIRTUDES DA SALVAÇÃO
A salvação é demonstrada através de virtudes, a
respeito das quais Paulo também orientou os gálatas, denominando-as de fruto do
Espírito (Gl. 5.21,22). O fruto do Espírito conduz o cristão à obediência, a
fim de fazer as coisas que Deus determinou, sempre sem murmurações ou
contendas. Há um problema quando as coisas são feitas com motivações erradas
nas igrejas locais. Muitas congregações estão sofrendo porque as pessoas fazem,
mas por vanglória. A disputa por cargos nas igrejas está adoecendo muitos
crentes, e as congregações, por causa das divisões e partidarismos (Fp. 2.3,4).
A palavra murmuração, em grego, é goggysmos, diz respeito à reclamação,
resultado de rebelião e infidelidade. Esse sentimento esteve presente entre os
filhos de Israel ao longo da peregrinação pelo deserto (I Co. 10.10; Nm.
11.1-6). Contendas, dialogismoi em grego, descreve as disputas
desnecessárias, que conduzem às dúvidas. Esse tipo de atitude é reprovada por
Paulo porque nada tem a ver com o sentimento que havia em Cristo (Fp. 2.5). Ao
invés de viverem em murmurações e contendas, os crentes devem se voltar para o
que é sublime, buscarem ter uma vida irrepreensível, serem inculpáveis em meio
a uma geração perversa (Fp. 2.14,15). A palavra irrepreensível no grego é
amemptos e expressa pureza, comportamento digno de um seguidor de Cristo. Isso
diz respeito à reputação, mas não é suficiente, é preciso também desenvolver o
caráter, a sinceridade, akeraios em grego. Essa palavra era usada para
diferenciar o vinho ou leite puros, sem mistura de água. Sendo também inculpáveis,
amomos em grego, os crentes se apresentam diante de Deus imaculados, como um
sacrifício vivo, experimentando a boa, perfeita e agradável vontade de Deus
(Rm. 12.1,2). Diante dessa geração corrompida pelo pecado, o cristão deve
resplandecer, sendo sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.14-16). Por fim, mas não
por último, a salvação deve ser demonstrada através de uma fidelidade
inegociável a palavra da vida. Cristo é a própria Palavra da Vida, o Verbo que
se fez carne (Jo. 1.1; I Jo. 1.1). Os crentes são súditos de Cristo, Aquele que
recebeu um nome que está acima de todos os nomes, o Rei dos reis. Por isso, a
igreja deve se manter fiel a Sua palavra, e trabalhar a partir dos Seus
ensinamentos. Após o arrebatamento Jesus estabelecerá seu julgamento das obras,
a fim de avaliar as motivações dos trabalhos, se não tivermos objetivos
corretos, teremos trabalhado em vão (Fp. 2.16).
3. ALEGRIA DA SALVAÇÃO
Paulo é um exemplo de alguém que trabalhava na obra
de Deus com uma motivação correta. Ele está disposto, se necessário fosse, a
ser “oferecido por libação sobre sacrifício e serviço” da fé dos filipenses.
Nem todos nesses dias atuais, marcadores pela mercantilização do evangelho, são
afeitos a esse tipo de sacrifício (II Tm. 4.6). O Apóstolo usa uma metáfora do serviço,
do culto, comparando-se a um holocausto, uma oferta a Deus, na vida ou na morte
(Nm. 15.5,7,10). A palavra grega é leitourgia, e refere-se a um culto
sacrificial, no qual se apresenta ofertas. Diferentemente de muitos obreiros
dos dias modernos, Paulo mantinha o foco do seu trabalho na eternidade. Ele
sabia que um dia prestaria contas a Cristo pelo trabalho realizado. O Apóstolo
dos gentios não apenas está disposto a entregar Sua própria vida por amor a
Cristo, em serviço dos irmãos, mas também a fazê-lo com alegria. O obreiro do
Senhor não pode ter medo da morte, ainda que não deva buscá-la. Ele sabe que
está trabalhando para um Deus que tem tudo em Suas mãos. Nada que venha a
acontecer fará com que o servo de Deus venha a perder a esperança. Seja na
vida, ou na morte (Fp. 2.17), o trabalhador na seara do Mestre sabe que está
plantando para a eternidade. Muitos hoje em dia somente se interessam pelo
prêmio temporal, alguns deles já estão recebendo seu galardão, nada mais
receberão na glória. Essa é a alegria do cristão, não está fundamentada nas
circunstâncias. Essa é a alegria, chara em grego, do Espírito, que independe
das condições, sejam elas favoráveis ou desfavoráveis. O problema de muitos
crentes modernos é que querem felicidade, não alegria, mas não fomos chamados
para ser felizes, mas para ser alegres. A primeira depende das circunstâncias,
a última está alicerçada em Deus, a fonte de toda alegria.
CONCLUSÃO
Deus iniciou uma boa obra em nossas vidas, e
certamente levará adiante, mas não sem antes nos conduzir à maturidade. Toda
construção exige sacrifícios, e não poucas vezes, mudanças drásticas. A fim de
produzir Seu fruto em nós, e aprimorar as Suas virtudes, o Espírito Santo
alterará os percurso dos nossos planos. Mas não temos motivo para nos
desesperar, antes estejamos alegres, sobretudo confiantes, pois Deus sabe o que
está fazendo.
ELABORADO POR: José Roberto A. Barbosa
BIBLIOGRAFIA
MOTYER, J. A. The
message of Phillipians. Leicester: Inter-versity Press, 1984.
WIERSBE, W. W. Philippians:
be joyfull. Colorado: David Cook, 2008.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
JESUS, O MODELO IDEAL DE HUMILDADE
Texto Áureo: Fp. 2.5
Leitura Bíblica:
Fp. 2.5-11
INTRODUÇÃO
Na última aula destacamos que a humildade é uma das
características do cristão, condição necessária para a unidade da igreja. Na de
hoje aprofundaremos esse tema, apontando Cristo como o modelo ideal de
humildade. Inicialmente destacaremos a humilhação de Cristo, em seguida sua
exaltação, e ao final, a necessidade de vivermos, como cristão, na mesma
humildade.
1. O CRISTO HUMILHADO
O texto bíblico tem sido amplamente debatido entre
os estudiosos das Escrituras, muito usado para explanar a doutrina da kenosis,
isto é, do esvaziamento de Cristo. Mas esse não é o foco principal dessa
passagem, tendo em vista que Paulo estava orientando em relação a um problema
prático na igreja de Filipos. Isso não deve ser motivo para desconsiderar o
estudo teológico, apenas mostra que a teologia precisa está vinculada à
prática. Os problemas não podem ser solucionados somente com base nas nossas
experiências. A doutrina bíblica é o alicerce a partir do qual a liderança toma
as decisões na igreja. É nesse sentido que a doutrina da kenosis (gr.
Esvaziamento) tem como objetivo orientar os cristãos à humildade. Cristo abriu
mão de usar seus atributos divinos em causa própria. Mesmo “subsistindo” (gr.
hyparquein) em forma (gr. morphe) de Deus (Fp. 2.6), e sendo o Criador de todas
as coisas visíveis e invisíveis (Cl. 1.16), “não julgou como usurpação o ser
igual a Deus”, isto quer dizer que Ele não considerou a sua igualdade a Deus,
antes, por amor aos homens, decidiu esvaziar-se. Esse esvaziamento, verbo grego
kenou, revela que Ele não deixou de ser Deus, nem mesmo que perdeu seus
atributos, mas renunciou Sua glória celestial (Jo. 17.5). Isso para assumir a
forma de servo (Fp. 2.7), nos evangelhos Ele se apresenta como um servo (Mt.
20.27; Mc. 10.45; Lc. 22.27). Quando os discípulos quiseram ser uns maiores do
que outros, o Senhor radicalizou, pegou uma toalha e uma bacia e lavou os seus
pés (Jo. 13.1-13). Cristo tomou a forma real de homem, não era apenas aparente,
como defendiam os adeptos do docetismo gnóstico. Ele era homem tanto
internamente quanto externamente, tornando-se semelhante a Adão, mas sem
pecado. Ele também se fez semelhante (gr. homoioma), isso mostra que Cristo não
tinha apenas sentimentos e intelecto humanos (gr. morphe), tinha também
aparência humana. A realização extrema dessa humilhação foi demonstrada em Seu
sacrifício (Fp. 2.8). Cristo foi obediente até a morte, e morte de cruz, para
remover o pecado (I Pe. 2.24; II Co. 5.21).
2. O CRISTO
EXALTADO
Para ser exaltado primeiramente Cristo precisou sacrificar-se,
essa é uma lição para nós, o caminho da exaltação passa pelo vale da
humilhação. A Bíblia revela que Deus exalta aqueles que se humilham (Mt. 23.13;
Lc. 14.11; 18.14; Tg. 4.10; I Pe 5.6). Jesus não ficou na sepultura, Deus o
ressuscitou de entre os mortos (At. 2.33; Hb.1.3), dando-LHE “toda autoridade
no céu e na terra” (Mt. 28.18). A máxima bíblica, que não pode ser esquecida,
principalmente nessa geração da projeção pessoal, é: “... todo o que se exalta
será humilhado; mas o que se humilha será exaltado” (Lc. 18.14). Essa exaltação
de Cristo não foi uma restituição da Sua divindade, pois essa Ele nunca perdeu,
mas da Sua glória, que tinha antes que houvesse mundo (Jo. 17.5,6). Ele foi
exaltado “sobremaneira” (gr. hyperhypsoun), tendo ultrapassado os céus (Hb.
4.14), feito mais alto que os céus (Hb. 7.26) e subindo acima de todos os céus
(Ef. 4.10). A Sua exaltação demanda uma atitude daqueles que nEle creem, os
quais devem reconhecer Seu senhorio (Fp. 2.10). A igreja, na condição de súdita
do Reino de Deus, já se encontra diante do Senhor, mas, no futuro, quando o
Reino for pleno, toda língua confessará que Jesus é o Rei dos reis e o Senhor
dos senhores (Fp. 2.11; Ap. 5.13). Os apóstolos pregavam a respeito do senhorio
de Cristo, mais que isso, eles viveram em submissão, reconhecendo Seu governo
(At. 2.36; Rm. 10.9; Ap. 17.14; 19.16). Uma das primeiras confissões de fé da
igreja cristã foi: Cristo é o Senhor, revelando Sua soberania. Isso significa
que Ele está no comando de todas as coisas, nada ocorre sem Sua permissão.
Muitos cristãos pregam a salvação, reconhecem Cristo como Salvador, mas não
como Senhor. A igreja não pode esquecer essa doutrina fundamental das
Escrituras: Cristo reina, portanto, devemos nos submeter à Sua voz.
3. UM MODELO IDEAL
O triunfalismo está destruindo o modelo bíblico
para a igreja cristã, não poucos líderes estão obcecados pelo poder temporal.
Ninguém quer mais servir, alguns pastores acham-se quase deus, esqueceram que
são, antes de tudo, diáconos (servos), tanto de Cristo quanto da igreja. Esse
endeusamento acaba por provocar um desejo contido, uma neurose eclesiástica
coletiva, implicando em doença no contexto da igreja. Os membros não querem ser
diáconos, presbíteros nem pensar, evangelistas, talvez, mas a preferência
nacional mesmo é a de ser pastor. Isso sem falar naqueles que são apóstolos,
bispos, e se brincar, semideuses, em uma luta desenfreada para ser o maior.
Paradoxalmente Jesus ensinou justamente o contrário, que quem quiser ser o
maior deve ser o menor. A atuação dos membros na igreja deve está alicerçada no
princípio da funcionalidade, isso porque somos partes de um mesmo corpo, com
múltiplas funções, dependendo das necessidades (I Co. 12.12). O sistema
eclesiástico torna-se doentio quando a hierarquia resulta em um fim em si
mesmo. Os espaços são limitados, e as pessoas disputam as posições de poder. O
resultado é pura carnalidade, conflitos infindos que se arrastam, na medida em
que um derruba o outro, mirando assumir sua posição. Esse sistema alimenta
muita inveja, faz com que as pessoas não estejam dispostas a servir, mas a
bajular. Elas se aproximam das pessoas não porque as amam, ou porque lhes
desejam bem, mas por interesse, a fim de tirar algum proveito. Diante desse
quadro, precisamos recuperar o modelo bíblico da liderança servidora. Os
pastores das igrejas locais precisam dar o exemplo, cultivar uma cultura
bíblica do serviço, motivar os crentes a se colocarem a disposição uns dos
outros, com genuíno amor cristão. As posições de liderança são bíblicas, e os
pastores devem ser respeitados como tais, aqueles que se dedicam à Palavra,
dignos de redobrada recompensa (I Tm. 5.17), mas devem ter cuidado para não se
transformarem em celebridades evangélicas, alimentando um sistema fadado ao
fracasso espiritual.
CONCLUSÃO
Cristo é o maior modelo de humildade, Ele conviveu
com a disputa pelo poder nos tempos dos apóstolos. Os discípulos já sofriam da
síndrome do espírito de grandeza, cada um queria ser maior que o outro. Paulo
também teve que enfrentar esse problema em Filipos, e nós, nos deparamos com
situações de disputas por posição a todo instante. Mas precisamos ter
equilíbrio espiritual, e não esquecer, que, tal como Jesus, não fomos chamados
para ser servidos, mas para servir (Mc. 10.45).
ELABORADO POR: Profº. José Roberto A. Barbosa
BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. Philippians. Michigan:
BakerBooks, 2000.
LOPES, H. D. Filipenses. São Paulo:
Hagnos, 2007.
FONTE: www.subsidioebd.blogspot.com
terça-feira, 16 de julho de 2013
Assembléia de Deus em Joinville Lança mais um Curso
Aconteceu nesta segunda feira(15/07/2013) a aula inaugural do CCOM - Mestre nas dependência do Centro de Capacitação e Orientação Ministerial vinculado ao Departamento da Escola Bíblica Dominical da IEADJO.
Mais de 45 alunos na sala, motivados e empolgados com relação ao ensino bíblico: professores, pastores, líderes de várias regiões de Joinville com o objetivo de melhor servir no Reino de Deus. Cada aluno teve a oportunidade de se expressar durante uma dinâmica de apresentação e as frases mais ouvidas foram:"Vim participar desse curso do CCOM para aperfeiçoar o meu chamado", "Quero realizar algo no Reino de Deus e preciso aprender mais!"Estiveram presentes na aula inaugural os seguintes pastores: Pr. Natanael de Melo (vice-presidente da IEADJO) representando o pastor presidente e pastor Josias Rosa diretor da EBD.
domingo, 14 de abril de 2013
O DEPARTAMENTO DE CURSOS E TREINAMENTO DA EBD DE JOINVILLE REESTRUTURADO
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O Centro de Capacitação e Orientação ministerial da EBD iniciou neste mês de março os seguintes Cursos: CCOM/Infantil – Com uma turma de...



