sexta-feira, 2 de novembro de 2012

OBADIAS - O PRINCÍPIO DA RETRIBUIÇÃO



Texto Áureo: Ob. 1.15
Leitura Bíblica: Ob. 1.1-4, 15-18



INTRODUÇÃO
Vivemos em um mundo marcado pela injustiça, não poucas vezes as pessoas que seguem a Deus são alvo de perseguições. Na aula de hoje, através das palavras de Obadias, aprenderemos que o Senhor é Aquele que julga com retidão. A principio destacaremos aspectos contextuais do livro de Obadias, em seguida, sua mensagem, e ao final, sua aplicação para os dias atuais.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS
Obadias foi um profeta de Judá que pronunciou o castigo de Deus contra a nação de Edom. Existem duas datas prováveis para sua mensagem profética: 855 e 840, durante o reinado de Jeorão em Judá, ou talvez durante o ministério de Jeremias, por volta de 627 e 586 a. C. Pouco se sabe a respeito de quem foi Obadias, sabemos apenas que seu nome significa “servo” ou “adorador”. O propósito é mostrar que Deus é Aquele que julga os que afligem o Seu povo. O versículo-chave se encontra em Ob. 1.15: “porque o dia do SENHOR está perto, sobre todas as nações; como tu fizeste, assim se faça contigo; a tua maldade cairá sobre a tua cabeça”. O estilo literário do livro se assemelha a um cântico fúnebre de condenação, e está repleto linguagem poética. A mensagem se dirige aos edomitas, uma nação vizinha de Judá, ao sul, que tinham fronteiras comuns. Isso acirrava a disputa entre essas nações, os edomitas não gostavam de Judá. Nessa época a capital de Edom era Sela, uma cidade considerada invencível, tendo em vista sua localização em penhascos, com acesso apenas por meio de um desfiladeiro sinuoso. Por causa disso os edomitas eram orgulhosos e presunçosos. Eles achavam que jamais seriam vencidos por qualquer poderio inimigo. A autossuficiência os conduziu à ruina, a segurança se mostrou aparente quando lhe sobreveio o juízo divino. O livro de Obadias, que é o menor do Antigo Testamento, contendo apenas um capítulo, pode ser assim estruturado: O julgamento pronunciado contra Edom (Ob. 1-14); O resultado do julgamento (Ob. 15-18); e A possessão de Edom por Judá (Ob. 19-21).

2. A MENSAGEM DE OBADIAS
A mensagem de Obadias destaca a inimizade entre Judá e Edom e prefigura, através da destruição desta nação, o julgamento que sobrevirá sobre todas as nações que se oporão a Israel. Obadias denuncia a soberba humana das nações, tendo em vista que essa soberba – zadon em hebraico – alimenta a falsa esperança nos métodos humanos (v. 3,4). A soberba é decorrente da prosperidade humana, da crença de que é possível subsistir sem a providência divina. A posição social dos edomitas fez com que eles achassem que jamais seriam destruídos. Mas “naquele dia” ou, “no Dia do Senhor”, quando Deus julgar as nações, no tempo vindouro, a opulência da nação terá o seu fim. A causa desse julgamento será a violência – hamas em hebraico - “feita a seu irmão Jacó” (v. 10). Israel sofreu vários ataques ao longo da história, destacamos alguns deles: pelo Egito (I Rs. 14.25-28), pelos filisteus e árabes (II Cr. 21.16,17), pelos sírios (II Cr. 24.23,24); por Edom (II Rs. 14.7-14); por vários inimigos na época de Acaz (II Cr. 29.8,9), pela Assíria(II Rs. 18-19) e pelos babilônicos (II Cr. 36.15-22). O ataque dos inimigos produziu regozijo nos edomitas, eles celebravam as invasões sobre Judá. Por causa disso, o Senhor estabelece o princípio da retribuição: “como tu fizeste, assim se fará contigo”. Há ainda uma promessa para o futuro, na dimensão escatológica, virá a paz sobre o povo de Deus. A salvação se espalhará desde o monte Sião, quando, ao final, o Senhor reestabelecerá o Reino na terra. Essa é mais uma alusão profética ao período do milênio, que se concretizará quando Cristo volta, com poder e grande glória, para reinar (Ap. 19).  

3. PARA HOJE
O orgulho é a destruição de todo ser humano, e muitas igrejas também padecem desse terrível mal. Jesus alertou a igreja de Laodiceia porque essa se achava autossuficiente (Ap. 3.17). Algumas igrejas ostentam a sua riqueza, do seu número de membros, influência política, entre outros males. Não sabem elas que Jesus está do lado de fora, batendo à porta, sem oportunidade para entrar. Não podemos esquecer que o pecado de Satanás foi exatamente o do orgulho, pois este quis subir até o lugar do Altíssimo, o final foi a sua queda (Is. 14.14). A orientação de Deus, para o Seu povo, é a de humildade, como demonstração da nossa dependência dEle. Conforme está escrito em II Cr. 7.14: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. Esse é um texto específico para Israel, mas com aplicação para a Igreja dos dias atuais. Se confiarmos menos em nossas potencialidades humanas e dependermos mais de Deus, veremos as coisas grandiosas que Ele realizará através de nós. Para tanto, precisamos voltar a orar (I Ts. 5.17), pois a falta de oração é uma das manifestações mais concretas do distanciamento de Deus. Não podemos esquecer que sem Cristo nada poderemos fazer (Jo. 15.5). Ao invés de desejarmos o mal aos nossos irmãos, e até mesmo aos inimigos, devemos edificar uns aos outros em amor (Ef. 5.12; Gl. 6.1) e orar por aqueles que nos perseguem (Mt. 5.44).

CONCLUSÃO
Em mundo repleto de injustiças, somos tentados, a todo instante, a desejar o mal aos outros. Os salmos imprecatórios chegam à ponta da nossa língua, a fim de desejar que o pior aconteça àqueles que nos perseguem. Não devemos sequer nos alegrar com a ruína do inimigo, antes orar por ele e desejar que tenha a oportunidade de voltar-se para Deus (Pv. 24.17,18). Como cristãos devemos saber que a vingança pertence a Deus (Dt. 32.35; Rm. 12.19), pois Ele, em tempo oportuno, nos livrará da perseguição e retribuirá o mal de acordo com Sua justiça (Pv. 20.22). A lei “olho por olho e dente por dente” está debaixo da soberania divina, e do “porém” de Jesus (Mt. 5.38,39).

ELABORADO POR: Profº. José Roberto A. Barbosa

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. The minor prophets. Grand Rapids: Bakerbooks, 2006.
BAKER, D. W., ALEXANDER, T. D. STURZ, R. J. Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque e Sofonias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2001.

FONTE: www.subsidioebd.blogspot.com

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

ENCOEBD/2012



Aconteceu nos dias 19 a 21 de outubro em Joinville/SC o Encontro de Colaboradores da Escola Bíblica Dominical (ENCOEBD/2012). O ENCOEBD é um evento bienal da AD em Joinville-SC, igreja liderada pelo pastor Sérgio Melfior, que também é o secretário da Convenção Catarinense (CIADESCP).

O tema abordado foi “Ensinando a Palavra e Formando Discípulos”, com base em Mt. 28:19,20 onde está escrito:Portanto ide, fazei discipulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. 

Pastores, Líderes de EBD e Discipulado, e professores de todas as faixas etárias participaram das palestras. Os temas abordados Foram:

- Culto de Abertura – (Ev. Sandro Vieira/SC)
- Responsabilidade do Educador Cristão: Ensinar para Transformar Vidas (Pr. Altair Germano / PE)
- O Ofício de Professor de Escola Dominical: Um Ministério em Construção (Pr. Esdras Bentho /RJ)
- Vós sois o Sal da Terra (Pr. Rômulo Tavares /PR)
- Processos Criativos para Professores de Jovens e Adolescentes (Prof. Allan Henrique Gomes /SC)
- Educar e Discipular a Herança do Senhor (Profª Gisele de Souza /SC)
- Formando Discípulos Discipuladores na EBD (Pr. Mário Sérgio/RN)
- Discipulado Alavanca do Crescimento (Joray Jossué Carlesso/SC)
- Capacitação de líderes de criança Chamados para o Ministério Infantil (Karla Maria de Sena/SC)
- Ensino, Mandamento Divino (Ivone de Souza/SC)
- Leitura e Contação de História para os Pequeninos do Rebanho (Jacqueline Schalm/SC)
- Jesus o maior Pedagodo de Todos os Tempos (Barbara M. Garcia/SC)
- Louvor e Devocional ( Marcos Henrique e Banda/SC)

As palestras foram ministradas no Templo Sede da AD em Joinville e na Associação Catarinense de Ensino. A organização e supervisão do evento ficaram por conta dos pastores Josias Rosa (Diretor da EBD) e Aguinaldo Luis (Vice-Diretor da EBD), que contaram com o apoio de uma grande e competente equipe.

O diretor da Escola Dominical, pastor Josias Rosa, informou que o ENCOEBD/2012 contou com a participação de 870 educadores inscritos e um grande numero de assistentes. Em seguida demonstrou a sua alegria e satisfação, destacando que o evento alcançou seus objetivos que são o aprimoramento e capacitação dos nossos professores para o exercicio do magistério cristão.

O Pr. Sérgio Melfior, presidente da IEAD-Joinville, demonstrou bastante satisfação ao fazer seus comentários sobre o evento.

O Evento foi encerrado num clima de espiritualidade seguido de Sorteios de varios Livros, Bíblias, Tabletes e Notebook.

domingo, 2 de setembro de 2012

COMPED EM SÃO MATEUS DO SUL/PR


Aconteceu nos dias 25 e 26 de agosto do corrente ano mais um COMPED (Curso de Orientação e Motivação para Professores e Lideres de Departamentos), desta feita o evento foi na cidade de São Mateus do Sul/PR. O propósito do convite foi o terceiro simpósio de Escola Dominical do campo de São Mateus do Sul. A Equipe foi formada pelos seguintes palestrantes: Mestra Inês Pozzagnolo Leite Coordenadora do COMPED, Pr. Agnaldo Luis Pereira Vice Diretor da EBD da IEAD Joinville, Elizabeth Conceição Coordenadora do CPOC (Curso Preparatório de Orientadores de Crianças), Maria Aparecida Dias (Secretária do CPOC) e Pb. Tertuliano Moreira Leite da EBD do distrito 12.
A Direção da EBD da IEAD Joinville na pessoa do Ev. Josias Rosa agradece ao Pr Osvaldo Rodrigues de Jesus Presidente da Assembléia de Deus em São Mateus do sul/PR e seu Superintendente de Escola Dominical Pb. Gilberto da Luz pelo convite feito a nossa equipe. Agradece também a equipe do COMPED liderada pela Profª Inês Pozzagnolo Leite, bem como ao nosso Pastor Presidente Sergio Melfior pelo apoio prestado ao departamento da EBD em Joinville, dando liberdade para que a equipe realizasse o referido evento.
A Deus Seja toda a Glória...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

FORMATURA - CPOC/CPLAD 2011

Aconteceu no dia 25 de novembro no templo sede da Igreja Evangélica Assembléia de Deus de Joinville (IEADJO) presidida pelo pastor Sergio Melfior, a formatura do CPOC e CPLAD.

Os Cursos iniciaram suas aulas no mês de Março realizando atividades todas as quartas-feiras das 19h30min às 21h30. Concluíram os respectivos Cursos 52 formandos.

O CPOC e o CPLAD estão sob a responsabilidade do Departamento da Escola Bíblica Dominical (EBD) de Joinville que tem como seu diretor o Ev. Josias Rosa e como Coordenadora a Profª. Andréa Pereira Batista e Secretária Cida Dias.

O Pr. Natanael de Melo vice-presidente da IEADJO e diretor da FUNADEJ, representou o pastor Sergio Melfior e ao fazer uso da palavra leu a Bíblia sagrada no texto de Romanos 12:7 que Diz: “Se é ensinar haja Dedicação” em seguida agradeceu a participação da coordenação do CPOC e CPLAD pelo trabalho desenvolvido com muita dedicação durante o ano, preparando e formando líderes para trabalhar com crianças e Adolescentes.

O CPOC e o CPLAD são iniciativas que visam o aperfeiçoamento teológico, pedagógico e intelectual dos chamados para o "ide" de Jesus, com relação ao ministério infantil e de adolescentes. Segundo o diretor Geral da EBD, Ev. Josias Rosa, "entendemos que os líderes deste ministério necessitam estar bem preparados para transmitir o ensino que conduz para a vida e eterna".

Acesse as fotos:

https://picasaweb.google.com/113606410253202404723/FORMATURACPOCCPLAD2011

Conheça melhor nossos Cursos:

http://www.escoladominical.org.br/secoes/departamentos/cpoc.htm


http://www.escoladominical.org.br/secoes/departamentos/cplad.htm

terça-feira, 8 de novembro de 2011

ARREPENDIMENTO, A BASE PARA O CONCERTO

Texto Áureo: II Cr. 7.14

Leitura Bíblica: Ne. 9.1-36

Objetivo: Mostrar aos alunos que quando o povo de Deus se arrepende de seus pecados, além de receber o perdão divino, começa a conhecer melhor o Seu Deus.

INTRODUÇÃO

A principal condição para se aproximar de Deus é o arrependimento, desde a Antiga Aliança o Senhor determinou que: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (II Cr. 7.14). Partindo desse requisito, estudaremos, na lição de hoje, sobre a necessidade do arrependimento. No início da aula, apontaremos as definições bíblico-teológicas, a partir do hebraico e do grego bíblico. Em seguida, com base em Ne. 9, mostraremos o que acontece quando o povo se arrepende dos seus pecados. Ao final, destacaremos a importância do concerto com o Senhor, a fim de que possamos crescer no conhecimento do Senhor.

1. ARREPENDIMENTO, DEFINIÇÃO BÍBLICO-TEOLÓGICA

Existem, no hebraico e grego bíblico, palavras distintas para definir o termo arrependimento. Em hebraico, destacamos: naham, que apresenta os sentidos de “confortar e consolar”, bem como o de “mudar de mente, sentir tristeza”, essa palavra é usada inclusive enquanto atribuição humana às atitudes divinas (antropormofismo), quando o texto bíblico diz que Deus se arrepende (Jn. 3.10). Outra palavra hebraica para arrependimento é ana, que denota contrição, em alguns casos com conotações de violência, demonstrada através do jejum e oração (Lv. 16.31; 23.27; Sl. 35.13). O termo mais específico para caracterizar arrependimento em hebraico é sub, cujo sentido é o de voltar atrás, retornar, o ato humano de abandonar o pecado ou idolatria e de se voltar para Deus. No Novo Testamento, o substantivo metanoia e o verbo metanoeõ denotam um direcionamento radical e moral da pessoa ao se distanciar do pecado e se voltar para Deus. Essas palavras são derivadas de meta (após) e nous (mente, compreensão), do substantivo noeõ (compreender, perceber). Mas a revelação do arrependimento no Novo Testamento vai além da sua etimologia, pois aponta para uma mudança de vida (At. 8.22), comprovada através de ações (Mt. 3.8; At. 26.20). Por isso, Paulo expressa, em II Co. 12.21, o desejo de arrependimento e a mudança de vida para algumas pessoas da igreja de Corinto. Em Apocalipse 16.9, está escrito que serão lançados no fogo aqueles que não quiseram se arrepender e dar glória a Deus. Nesse sentido, João Batista admoesta o povo ao arrependimento dos pecados (Mt. 3.2,3), tendo em vista a iminência do Reino (Mc. 1.15). Essa é uma das doutrinas fundamentais da fé cristã, por isso, deva ser pregada a todas as nações (Lc. 24.47), tendo em vista que a vontade de Deus é que todos se arrependam para a salvação em Jesus Cristo (Rm. 2.4; II Pe. 3.9).

2. QUANDO O POVO SE ARREPENDE DOS SEUS PECADOS

Em Ne. 9.1-3 lemos que a fome pela Palavra de Deus resultou na consciência do pecado e isso causou quebrantamento no povo. Consequentemente, houve uma confissão em massa, como sinal do arrependimento (Pv. 28.13). Além de confessar seu pecado, o povo se voltou à prática do jejum. Mas o povo não se absteve apenas da comida, ele também se distanciou das práticas condenadas pelo Senhor. Antes de se alegrarem, ele chorou, e esse é um princípio importante, principalmente nos dias atuais, em que muitos não querem mais ter consciência do pecado, em alguns púlpitos essa mensagem não é mais pregada. Antes de mostrar a graça suficiente de Deus, os pregadores devem apresentar a condição de pecado e condenação daqueles que estão distantes do Senhor. Em virtude da consciência do pecado e da misericórdia de Deus, os judeus dedicaram o vigésimo quarto dia do mês para jejuar, meditar e orar, e dar lugar para a Palavra de Deus. Jejum não é a mesma coisa que greve de fome, trata-se de uma disposição espiritual, um exercício de renúncia, para meditar nas Escrituras e orar ao Senhor. Infelizmente muitos crentes modernos não mais jejuam, eles acham que isso de nada adianta. Ora, se muitos deixaram de orar, não se poderia esperar menos do jejum, uma prática tão importante observada pelos crentes mais antigos. O jejum e a oração devam servir de motivação para olharmos para trás, como fizeram os judeus, refletindo a respeito da sua história. Eles atentaram para a condenação que sobreveio sobre aqueles que desobedeceram no deserto, que quiseram retornar para o Egito e se prostraram perante o bezerro de ouro. Refletir sobre a nossa história é necessário a fim de avançarmos, principalmente para não recairmos sobre os mesmos erros. Por outro lado, não podemos continuar remoendo as culpas, conscientes do perdão de Deus, devemos prosseguir, adorando ao Senhor (Ne. 8.5), em espírito e verdade (Jo. 4.24). Para tanto, é preciso reconhecer a natureza eterna de Deus (Ne. 9.5), Sua singularidade, pois o Senhor é o Único Deus (Dt. 6.4), e que é Poderoso para cumprir as Suas Promessas. Ele é o Criador, Aquele que soberanamente escolheu o Seu povo (Ne. 9.6-8) e que o liberta da aflição, operando milagres e guiado-o por meio da Sua Palavra (Ne. 9.9-15). A Sua misericórdia se estende de geração em geração (Ne. 9.19), Ele provê aquilo que necessitamos, ainda que não mereçamos (Ne. 9.20). Ele nos dá o necessário (Ne. 9.21), o pão nosso de cada dia (Mt. 6.11), que não deva ser confundido com prosperidade, nos termos defendidos pela famigerada teologia da ganância. Devemos dar graças pela família que Ele nos deu, já que os filhos são dádivas do Senhor, por isso, precisamos investir neles, não apenas materialmente, mas, sobretudo, espiritualmente (Ne. 9.23).

3. A NATUREZA DO CONCERTO COM DEUS

O concerto de Deus está estabelecido nos céus, não por causa da fidelidade do homem, mas da bondade do próprio Deus. Esse concerto não se fundamenta em quem nos somos, mas em quem Deus é (Ne. 9.17). No contexto bíblico, o concerto sempre teve importância fundamental, haja vista que Deus fez diferentes concertos com Noé (Gn. 6.18; 9.8-17), Abraão (Gn. 15.18; 17.1-22;), e mais tarde com o Seu povo, através de Moisés (Ex. 19.5; 24.1-8). Mas o povo também precisa responder aos termos do Concerto, obedecendo a Torah, líderes como Josué (Js. 24.25-27) e reis como Ezequias e Josias chamaram a atenção do povo em relação ao pacto com Deus (II Cr. 29.10; 34.29-32). A estrutura do Concerto com Deus pode ser apreendida a partir dos capítulos 9 e 10 de Neemias, cujo fundamento é a misericórdia de Deus. Ela é a causa de não sermos consumidos, e nos inspira à obediência (Ne. 10.29), e a continuarmos na presença do Senhor (Ne. 10.39). A interpretação do Concerto de Deus com Israel apresenta especificidades para aquele povo, mas alguns princípios podem ser aplicados à Igreja. A graça de Deus, manifestada em Jesus Cristo (Tt. 2.11), nos instiga a viver para Ele. O Senhor Jesus ensinou que a obediência aos seus mandamentos é uma demonstração do nosso amor por Ele (Jo. 14.21,24). O Concerto de Jesus com a Sua Igreja está baseado em Seu sacrifício vicário. Por ocasião da Ceia do Senhor, celebramos, nesse ato memorial, o que Ele fez por nós (Mt. 26.26-30; I Co. 11.23-30). A família inteira é conclamada a renovar Sua aliança com o Senhor, como fizeram nos tempos de Esdras e Neemias (Ne. 10.28,29). Os pais precisam orientar seus filhos nos caminhos do Senhor, para que, não apenas no futuro, mas desde já, se conduzam em conformidade com a Sua palavra, e a se lembrarem dos feitos do Senhor

CONCLUSÃO

O avivamento, resultante da exposição da Palavra de Deus, conduziu o povo à renovação do Concerto com o Senhor. Tal concerto implicava no reconhecimento da misericórdia de Deus e na disposição para obedecê-lo em amor. Do mesmo modo, a igreja do Senhor deve lamentar os seus pecados, os crentes cujas mentes estão cauterizadas precisam buscar imediatamente o arrependimento. Portanto, em consonância com as palavras do profeta Isaias, declaremos: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar” (Is. 55.6,7).

Elaborado por: Pb. José Roberto A. Barbosa

BIBLIOGRAFIA

LOPES, H. D. Neemias. São Paulo: Hagnos, 2006.

PACKER, J. I. Neemias: paixão pela fidelidade. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Fonte: www.subsidioebd.blogspot.com/


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dia Nacional da Escola Dominical é Lembrado em Joinville

A Igreja Evangélica Assembléia de Deus de Joinville comemorou mais uma vez o Dia Nacional da Escola Dominical. A data festiva foi lembrada por varias congregações. Foram realizadas atividades com a concentração de alunos pela manhã em escolas públicas, igrejas sedes de distritos e realização de cultos comemorativos as 19h00min em várias congregações, destacando a importante data. Parabéns a todos os integrantes desta tão maravilhosa Escola Dominical que transforma vidas através do ensino.

DEVOCIONAL DIÁRIO EBD 07